Aprender a esperar é uma das maneiras pelas quais somos treinados no deserto.
Moisés era impaciente. Ele teve de passar por uma fase difícil, enquanto esperava a ação de Deus. Ele achava que Deus provavelmente poderia usá-lo quando ele estava com quarenta anos. Mas o plano de Deus era outro. Ele não chamou Moisés até que ele completasse oitenta anos.
A cronometragem do tempo para Deus muitas vezes é bem mais lenta que a nossa.
Oswald Chambers, um mestre escocês que ensinava a Bíblia na virada do século vinte, disse mais ou menos a mesma coisa: “Quero que você medite em como Deus é tranqüilo! Ele não se apressa em fazer as coisas.” Nós nos afobamos, mas Deus não. Não importa quanto tempo demore, Deus cumprirá Suas promessas e sempre terminará o que se propôs fazer.
Muitas das grandes figuras da Bíblia passaram longos períodos esperando até que Deus as enviasse para entrar em ação. Essas pessoas permaneceram inquietas, enquanto Deus as estava moldando; mas sua espiritualidade amadureceu no final.
O mesmo acontece conosco. Deus está mais preocupado com quem somos do que com quem pensamos que somos. Ele não se importa com a quantidade nem com a dimensão das tarefas que realizamos. O que importa é que nos tornemos o que Deus quer que sejamos. Enquanto isso não acontecer, Deus não terá prazer em nossas atividades. Nossas realizações serão somente esforços. Como disse Henry Martin, que foi missionário na Índia um século atrás: “Ensina-me que o maior ministério a que posso me dedicar nesta vida é o de santificar minha alma.”
O treinamento de Deus na “Escola do deserto” nunca é fácil. Esperar, embora pareça inofensivo, causa um tipo de sofrimento bem particular.
Os quarenta anos aparentemente insignificantes que Moisés passou no deserto foram anos difíceis. A coisa mais penosa que ele teve que enfrentar foi o silêncio de Deus. Moisés não só estava solitário em termos de relacionamentos humanos, apesar de ter a sua família, mas também sentia falta de uma comunhão mais íntima com Deus.
José viveu como escravo e prisioneiro no Egito durante mais de quatorze anos. Muitas vezes ele deve ter-se perguntado se seus sonhos tinham fracassado ou não passavam apenas de frutos da sua imaginação.
Quando Davi fugiu de Saul para salvar a própria vida, ele também passou pela dor terrível da espera. Ele não concretizou sua posição de rei até atingir os trinta anos.
Na escola da espera, os servos de Deus se comportam de maneira diferente das outras pessoas. Alguns são tentados a se queixar do tempo perdido, mas resistem; em vez disso, usam esse tempo para orar, planejar e alimentar seus sonhos para o futuro.
E Deus está trabalhando enquanto eles esperam. Jamais pense que Deus fica apenas sentado no Trono da Sua Glória vendo as coisas acontecerem. Deus está sempre trabalhando!
José, enquanto esperava, adaptou-se e aprendeu a cultura e a língua egípcia. Para prepará-lo para ser primeiro-ministro do Egito, Deus teve de aperfeiçoar seu caráter, assim como seus talentos. Davi, enquanto esperava chegar a sua vez, aprendeu a ser um rei humilde. Durante aquele período de espera, Deus teve a chance de formar em Davi um caráter extraordinário, que lhe permitiu acolher até mesmo seus inimigos.
Enquanto um servo de Deus espera, ele tem a oportunidade de alimentar a expectativa de que aquilo que Deus planejou se realize. Enquanto isso, Deus prepara uma plataforma sobre a qual seu servo poderá desenvolver o seu chamado proposto.
Enquanto Moisés esperava no deserto, Deus removeu os que queriam tirar-lhe a vida. Deus preparou dez pragas e abriu o caminho para que dois milhões de israelitas deixassem a escravidão no Egito.
Aprenda isso: Um tempo de espera jamais será um tempo perdido!
Deus te abençoe!
(- escrito por: Sérgio Müller - )
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